quarta-feira, agosto 29, 2012


Sente-te...
Pressente o desejo furioso percorrer-te as veias
A vontade contida hora após hora
Por vezes quase apagada...
Não és tu... assim não és tu.
Tens de te libertar, de sentir como és,
Sonhar como sonhas,
Seres tu... para o bem e para o mal.

Somente tu...

segunda-feira, julho 23, 2012

Livro de Cabeceira XIX


Após alguns tempos afastado da leitura, lá terminei o livro que me tem teimosamente acompanhado nos ultimos meses. A Estrela do Diabo, do Norueguês Jo Nesbo provou ser um policial consistente, detalhado, com pormenores bastante conseguidos. o titulo é um pouco enganador, mas o guião desenrola-se de forma entrincada e misteriosa, agarrando quem o lê.
A história... Um inspector decadente, alcoolico e perdido na vida é destacado para uma equipa de elite para desvendar e tentar capturar um serial killer que atemoriza o verão de Oslo.
A partir daí, o serial killer aparentemente obedece a um ritual satânico, o que se vem a verificar não corresponder minimamente à realidade.
No meio, a vida pessoal de Harry Hole, o tal inspector, é vista e revista, dando conta de pequenos grandes dramas que quase o levam à autodestruição.
Aconselho a leitura deste policial nórdico...

terça-feira, julho 10, 2012

As plantas cá de casa


Ciclame


Orquidea


Bonsai


Orquidea

terça-feira, junho 26, 2012

Visão bipartida...


Jardins de Serralves - Porto

sexta-feira, abril 27, 2012

Tempos passados



Sai em busca de tempos passados, de dor e alma forte.
Luta por ti nas memórias de fogos ateados séculos atrás.
A vã glória de uma guerra interior, de uma matança dentro do ser.
A eternidade da procura de um bem maior, de um homem grande,
de um cavaleiro perdido, talvez para sempre...

terça-feira, abril 03, 2012

The Eternal


Procession moves on, the shouting is over,
Praise to the glory of loved ones now gone.
Talking aloud as they sit round their tables,
Scattering flowers washed down by the rain.
Stood by the gate at the foot of the garden,
Watching them pass like clouds in the sky,
Try to cry out in the heat of the moment,
Possessed by a fury that burns from inside.

Cry like a child, though these years make me older,
With children my time is so wastefully spent,
A burden to keep, though their inner communion,
Accept like a curse an unlucky deal.
Played by the gate at the foot of the garden,
My view stretches out from the fence to the wall,
No words could explain, no actions determine,
Just watching the trees and the leaves as they fall. 

Joy Division

domingo, abril 01, 2012

Million Miles


Após horas de espera no Teatro do Bairro, os Kaviar subiram ao palco num evento com o apoio da antena 3. A casa quase vazia e a voz quase inaudivel de Humberto Felício podiam ter estragado mais uma apresentação da banda de Abrantes, mas o profissionalismo dos seus elementos salvou a noite.
Apesar de se mostrarem algo introvertidos, os Kaviar souberam honrar os fiéis espectadores que resistiram quase até à 01.30 (a hora prevista eram as 23.00!).
Desfilaram os temas do seu único album e apresentaram uma música nova, num espaço que tem tudo para se tornar mais uma sala de (bons) espectáculos da capital.
Prometo voltar a vê-los no seu ambiente natural, na sua terra natal, onde no ano passado os conheci num festival da juventude numa pequena aldeia dos arredores de Abrantes (Abrançalha). Aí sim! Grande Rock'n Roll!!!

domingo, março 18, 2012



Devaneios de um gajo com tempo que gosta destas mariquices de plantar umas flores... 
(estão no meu mini quintal)

terça-feira, março 13, 2012

Fecha-me a porta...


Fecha-me a porta...
Encerra em mim o desejo libertário da vida.
A fome do corpo e da mente que anseiam sempre por mais,
Tantas vezes escondida,
Tantas vezes incompreendida...Raras desejada...
Amarra-me ao eu correcto, o pacifico, o adormecido...
Segura-me a besta no interior e fa-la hibernar.
Fecha-me a porta da carne...
Encerra-me por dentro e roda a chave do ser.

Estarei sossegado... Até a porta aguentar.

sexta-feira, março 09, 2012


Tantas vezes se sobe como se desce...

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Aldeia da Mata Pequena


Há projectos, que pela sua singularidade e ousadia, merecem destaque. Então quando defendem as tradições e ajudam a manter uma identidade, merecem ser divulgados e acarinhados.
A Aldeia da Mata Pequena era uma localidade da freguesia da Igreja Nova, Mafra - que se encontrava praticamente ao abandono. Uma rua com casas tipicamente saloias, algumas delas centenárias, em ruínas e a aguardar a morte definitiva.
Alguém, com força de vontade e muito bom gosto decidiu adquirir essas ruínas e devolver-lhes a vida que fugia a passos largos.
Reconstruiu-se aos poucos, primeiro com seis casas, depois alargando a outros proprietários, que se converteram à ideia de as recuperar, foram renascendo outras habitações devolvidas ao mundo que as tinha perdido quase irremediavelmente.
O resultado é uma Aldeia dedicada ao turismo rural, com sucesso, onde cada pormenor, exterior e interior, nos fazem recuar umas décadas nos tempos e mantém vivas as memórias desta região tão próxima da capital, mas com uma cultura tão diferente e rica.
Um muito obrigado aos impulsionadores deste projecto pelo que estão a conseguir, aliando uma actividade económica à defesa do património arquitectónico e cultural das minhas origens.
Venham conhecer...
http://www.aldeiadamatapequena.com/

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Faz-me...


(foto roubada descaradamente)

Ouves os gritos ao longe?
São vozes de dor, vozes de prazer, ecos distantes de vazio.
Sentes o arrepio lancinante dos olhos fechados à luz?
São olhos cegos pelo clarão horrendo das bombas ferozes
São seres destituídos de razão, seres vazios de composto,

Agarra-me a mão e faz-me suplicar o golpe letal,
mata-me, enterra-me e faz-me desaparecer no eterno...
Faz com que se esqueçam da minha existência.

Não vertas uma lágrima sobre o meu corpo, 
afasta-me da vida sem demora.

Depois...
Depois, faz-me renascer.
Faz-me à tua imagem,
molda o meu existir à tua vontade suprema...

Faz-me a teu gosto.
Faz-me apenas.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Vive


A vida é uma luta constante entre luz e trevas, entre bem e mal, entre os nossos "eus" que se degladiam por prevalecer...
Sombras de nós, pedaços de nada. Vive, respira, agarra com força as tuas vontades, procura sentir, esquece a razão.
Vive como se amanhã não estivesse lá porque talvez não esteja. Não tenhas medo.
Vive...

sábado, fevereiro 11, 2012

“Se estás na escuridão total, só te resta sentar e esperar que os teus olhos se habituem ...”


― Haruki Murakami

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Livro de Cabeceira XVIII

A minha ultima leitura nesta fase conturbada da minha vida... Um livro sobre o quotidiano de um prédio de uma cidade portuguesa nos anos 50 do século XX, as vidas cruzadas de pessoas simples, apenas simples por fora, vistas ao longe... As intrigas de vizinhos que dependem mais uns dos outros que pensam ou querem pensar. Para o bem e para o mal. Claraboia é um titulo de Saramago, uma leitura que flui sobre os segredos mundanos de meia dúzia de familias portuguesas obrigadas a manter a máscara da seriedade e da moral e bons costumes da sociedade lusitana. A ler...

segunda-feira, janeiro 02, 2012


e a vida continua...

domingo, novembro 20, 2011

Luta...




Longa é a vida, malvado o caminho...
Ruma a oriente, terra mãe do Deus sol, 
percorre os trilhos da dor, comprova-te que queres
luta contra o óbvio, mantém a perseverança, 
Não desistas do que queres, por mais longínquo e penoso que seja
Nunca te dês por vencido...
Procura o teu Graal, o teu desejo, a tua vida...


"E se não Choras, do que costumas chorar?" - Inferno de Dante

terça-feira, novembro 15, 2011