domingo, novembro 26, 2006

INRI


INRI - IESVS NAZARENVS REX IVDAERVM - Esta é a versão mais comum do significado das letras que aparecem em quase todas as imagens de Cristo na cruz.
Mas existem outras cujas explicações são mais do meu agrado. IGNIS NATURA RENOVATUR INTEGRAT, qualquer coisa como "O fogo renova completamente a natureza", uma frase básica da alquimia, onde o elemento FOGO é sinal de renascimento, renovação, reinício, nova hipotese.
Pode ainda ser lida da seguinte forma que reforça a teoria atrás descrita, pois se há coisa que a alquimia é pródiga, é na duplicação de significados de símbolos. Escritos em Hebraico, os elementos Água, Fogo, Ar e Terra são Iam Nour Ruach Iabesham...
A própria cruz, símbolo mais forte do cristianismo, era já utilizado à séculos como hieróglifo alquímico representando os 4 pontos cardeais, as 4 idades (Ouro, Prata, Cobre, Ferro), os 4 caminhos (Ciência, Filosofia, Arte, Religião), as 4 fases da Lua.
É facto conhecido e aceite por quase todos que o cristianismo, principalmente o catolicismo, adoptou diversas festividades e símbolos das chamadas religiões pagãs para uma mais fácil assimilação dos povos. Também factual é a ligação estreita entre os Cristão Coptas do Egipto e da Etiópia e os ensinamentos alquímicos.
Possivelmente estas linhas que escrevi vão colocar em choque algumas mentes mais herméticas, mas é bom questionar, é salutar duvidar e faz parte da minha forma de ser... Aguentem-se!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Cavaleiro Monge


Do vale à montanha, Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra, Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.
Do vale à montanha, Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos, Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
Do vale à montanha,Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,Cavaleiro monge,
Por plainos desertos
Sem ter horizontes,Caminhais libertos.
Do vale à montanha,Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.
Do vale à montanha,Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.
Poema de Fernando Pessoa interpretado por Mariza, poderia ser apenas uma letra bem conseguida, se não fosse ter sido escrita por quem foi. É conhecida a aptidão de Pessoa por certos assuntos menos objectivos. Não é díficil reconhecer o assunto de que trata...

domingo, novembro 19, 2006

Destroços de um Passado de Orgulho

O Forte de Milregos ou do Milreu fica na Costa entre a Ericeira e Ribeira d'Ilhas.

quarta-feira, novembro 15, 2006

O Palácio do Louco e o Rei Excêntrico

Era uma vez um Príncipe de Portugal, nascido na longínqua Germânia que, deslocado da sua terra natal, decide construir um Palácio e Jardins em seu redor.
Pelo sua traça arquitectónica e atenção que lhes dedicou, o seu mentor foi apelidado de excêntrico, louco, visionário...
Leiam o libretto de Parsifal, de Wagner e de seguida visitem os Jardins e Palácio da Pena.
Contemplem as suas torres; O famoso tritão (homem-peixe) que segura a janela, simbolo da criação do mundo, do carácter sempre em mutação da vida; A cópia de pormenores do convento de Cristo em Tomar, Altar de Templários Lusitanos; As cruzes com rosas, símbolo da família "Rosa-Cruz" a que o Príncipe pertencia e foi Grão Mestre; Os inúmeros motivos ornamentais com referências mais ou menos óbvias à Maçonaria.
O Jardim com os seu lagos, retirados da lenda Germânica e o Templo das Colunas, pequeno local de reunião Templária...os Jardins Mágicos.
O aspecto geral foi descrito por Richard Strauss, quando visitou Sintra: "Hoje é o dia mais feliz da minha vida(...) Este é o verdadeiro jardim de Klingsor - e, lá no alto, está o castelo do Santo Graal".
Ainda bem que existiram loucos e excêntricos na nossa História...é a eles que ficamos a dever a nossa mística, a nossa identidade.

quinta-feira, novembro 09, 2006

A Alma do Império


O sonho iniciou-se a 17 de Novembro de 1717, a 17 léguas do Terreiro do Paço...
17 é o número astrológico de Portugal, Império por cumprir, o Quinto, tal como o Rei que colocou em prática a materialização do desejo...A Alma ainda resiste. Até quando?

terça-feira, novembro 07, 2006

Silêncio

Deixaste-me para morrer...
Abandonei o fio que ainda sustentava todo a utopia
Soltei-o e vi-o escorregar entre os dedos
Seguirei o caminho mais difícil e espero ser seguido
Felizes os ignorantes, felizes os pobres de espírito

Abandona tudo o que iludiu e fez renascer
Alimenta a voz que ruge dentro dos seres
Impotente, vejo o mundo fugir,
entre tentativas obsoletas de ressuscitar
o que aparentemente nunca respirou

Sairei, será mais um Eclipse do que a partida definitiva,
pois vai durar exactamente o tempo
que demorar a movimentação que permita brilhar de novo o que já brilhou.
Não desaparecerei, esperarei na sombra, abrigado,
porque o frio em excesso mata.